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Importadores que ainda utilizam a Declaração de Importação (DI) para operações com embalagem do tipo Granel precisam estar atentos à mudança que entra em vigor neste mês.

O processo de migração da Declaração de Importação (DI) para a Declaração Única de Importação (DUIMP) avança mais uma etapa. A partir de 11 de outubro de 2026, será desligada a modalidade de embalagem do tipo Granel por DI, como parte do cronograma de implantação dos novos processos de importação do Portal Único de Comércio Exterior.

A mudança havia sido inicialmente programada para 31 de agosto, mas o prazo foi prorrogado pelo Siscomex para permitir um período adicional de adaptação dos importadores, despachantes aduaneiros, transportadores e demais participantes do comércio exterior.

O que muda para o importador?

Na prática, operações que se enquadram nessa situação deixam de utilizar a DI como declaração de importação e passam a seguir o processo estabelecido pela DUIMP, dentro do Portal Único de Comércio Exterior.

A mudança faz parte de um movimento mais amplo de modernização do despacho aduaneiro brasileiro. A Receita Federal estabeleceu um cronograma de desligamento progressivo da DI, com migração das operações para a DUIMP.

A DUIMP concentra informações da operação de importação em um processo mais integrado, permitindo maior interação entre os diferentes intervenientes e órgãos envolvidos no comércio exterior.

Por isso, a mudança não deve ser encarada apenas como uma alteração de sistema. Ela exige que empresas revisem processos, cadastros, integrações e procedimentos internos.

Por que essa mudança exige atenção?

O desligamento de uma modalidade da DI pode impactar diretamente o planejamento de uma operação de importação.

Empresas que trabalham regularmente com cargas a granel precisam verificar se seus processos estão adequados ao novo modelo e se seus sistemas estão preparados para operar com a DUIMP.

O próprio Siscomex recomenda que importadores, exportadores, despachantes, transportadores e demais usuários realizem os ajustes necessários em seus sistemas e procedimentos internos antes do desligamento definitivo.

Além disso, a Receita Federal reforça que existe um cronograma específico para a migração das operações da DI para a DUIMP. O acompanhamento das atualizações é fundamental, já que o registro de uma DI em uma operação para a qual a DUIMP já seja obrigatória pode resultar no cancelamento da declaração pela fiscalização aduaneira.

A migração para a DUIMP vai além da declaração

A transição envolve uma mudança mais ampla na forma como o comércio exterior brasileiro é processado.

A DUIMP já pode ser utilizada para diversas operações e está integrada ao processo de modernização promovido pelo Programa Portal Único de Comércio Exterior. A Receita Federal vem implementando o desligamento da DI de maneira gradual, justamente para permitir a adaptação dos diferentes participantes da cadeia de importação.

Para o importador, isso significa que acompanhar apenas a data de desligamento não é suficiente. É importante avaliar previamente:

  • se a operação está sujeita à DUIMP;
  • se o cadastro dos produtos está atualizado;
  • se as informações utilizadas na declaração estão corretas;
  • se os sistemas internos estão preparados para o novo processo;
  • se os parceiros e prestadores envolvidos também estão adaptados;
  • e se eventuais licenças ou controles administrativos estão corretamente vinculados à operação.

O que as empresas devem fazer agora?

Com o desligamento previsto para 11 de outubro, o momento é de conferência e preparação.

Empresas que realizam importações com mercadorias a granel devem revisar suas próximas operações e confirmar se elas estarão sujeitas ao novo procedimento. Também é recomendável verificar com o despachante aduaneiro e os responsáveis pelos sistemas de comércio exterior se todos os ajustes necessários já foram realizados.

A mudança faz parte de um processo contínuo. O cronograma de desligamento da DI vem sendo atualizado ao longo de 2026, e novas etapas de migração devem continuar ocorrendo.

Comércio exterior exige acompanhamento constante

Alterações como essa mostram por que acompanhar as mudanças regulatórias e operacionais é parte fundamental de uma estratégia de importação.

Uma mudança de sistema, de procedimento ou de exigência pode afetar prazos, documentação e o planejamento de uma operação. Antecipar essas alterações ajuda a reduzir riscos e evita que uma carga seja impactada por uma regra que poderia ter sido identificada previamente.

Para empresas que importam regularmente, informação e planejamento são tão importantes quanto preço, fornecedor e logística.

A migração para a DUIMP continua avançando, e estar preparado para cada nova etapa é essencial para manter as operações de comércio exterior mais seguras, previsíveis e eficientes.

A Sollis Trading acompanha as mudanças no comércio exterior para ajudar sua empresa a importar com mais segurança e eficiência.