Com US$ 9,1 bilhões em importações no primeiro semestre de 2026, Itajaí mantém a liderança nacional e reforça a importância de Santa Catarina na logística e no comércio exterior brasileiro.
Quando se fala em comércio exterior no Brasil, grandes capitais e centros industriais costumam ocupar o primeiro lugar nas discussões. Mas os números mais recentes mostram que é preciso olhar também para o litoral catarinense. Itajaí segue como o município que mais importa no Brasil, consolidando sua posição estratégica no cenário nacional.
Segundo dados do Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Itajaí registrou US$ 9,1 bilhões em importações no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados US$ 8,08 bilhões.
O resultado representa mais de US$ 1 bilhão adicional em compras internacionais em apenas seis meses. Para dimensionar a relevância desse número, as importações brasileiras somaram US$ 142,4 bilhões no mesmo período. Assim, as importações atribuídas ao município representam aproximadamente 6,4% de todas as compras externas brasileiras.
Um polo que vai muito além do porto
É importante fazer uma distinção: os dados do Comex Stat consideram o domicílio fiscal do importador, e não necessariamente o porto físico pelo qual a mercadoria entrou no Brasil. Isso significa que o protagonismo de Itajaí não pode ser explicado apenas pela infraestrutura portuária.
A cidade reúne um ecossistema formado por empresas importadoras, indústrias, tradings, agentes de carga, operadores logísticos, despachantes e outros prestadores especializados em comércio exterior. Essa concentração ajuda a explicar por que Itajaí aparece com tanta força no ranking nacional de importações.
Ao mesmo tempo, a infraestrutura da região tem papel fundamental para sustentar esse ecossistema.
O Porto de Itajaí vem apresentando crescimento expressivo em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, quase 40% acima do volume registrado no mesmo período de 2025. Apenas em abril, a movimentação chegou a 430,3 mil toneladas, crescimento de 57% na comparação anual.
Esse avanço demonstra que a região continua se fortalecendo como uma importante porta de entrada e saída de mercadorias.
Por que Itajaí é tão importante para quem importa?
A localização estratégica é um dos fatores que ajudam a explicar a relevância da região.
Itajaí está inserida em um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil e próxima a importantes centros industriais e consumidores. Isso favorece empresas que precisam conectar fornecedores internacionais ao mercado brasileiro com eficiência.
Mas uma operação de comércio exterior competitiva depende de muito mais do que proximidade geográfica.
Escolha de fornecedores, negociação internacional, análise da NCM, custos tributários, contratação do frete, acompanhamento documental, desembaraço aduaneiro, armazenagem e transporte interno são etapas que precisam funcionar de forma integrada.
É justamente por isso que o crescimento das importações também aumenta a importância de parceiros especializados.
Quanto maior a operação, maior a necessidade de planejamento.
O comércio exterior está mais estratégico
O crescimento de Itajaí acontece em um momento em que as empresas brasileiras enfrentam um cenário internacional cada vez mais dinâmico.
Mudanças tarifárias, conflitos geopolíticos, custos de frete, variações cambiais e alterações na legislação podem modificar rapidamente a composição de uma operação de importação.
Além disso, o próprio Brasil está passando por uma transformação nos processos de comércio exterior. A digitalização dos procedimentos, a evolução do Portal Único e a transição para a Duimp fazem parte de um movimento de modernização que exige das empresas cada vez mais atenção aos processos.
Nesse cenário, importar deixou de ser apenas uma questão de encontrar um produto no exterior por um preço competitivo.
É preciso avaliar o custo total da operação, os riscos envolvidos e a melhor estratégia logística e tributária antes mesmo de a mercadoria ser embarcada.
A força de Itajaí reflete uma mudança no comércio exterior brasileiro
O protagonismo de Itajaí também mostra como o comércio exterior brasileiro está distribuído por diferentes polos logísticos.
A cidade conseguiu construir ao longo dos anos um ambiente favorável à atividade internacional, conectando empresas de diferentes setores aos mercados globais.
A China aparece como principal origem das importações registradas pelo município no primeiro semestre de 2026, seguida por Alemanha, Estados Unidos, Chile e Argentina.
Essa diversidade de parceiros comerciais reforça outro ponto importante: a internacionalização das empresas brasileiras depende de conexões cada vez mais amplas.
Ter acesso a diferentes fornecedores e mercados pode representar uma vantagem competitiva, mas também exige conhecimento para avaliar riscos, custos e oportunidades em cada operação.
Mais movimentação exige mais planejamento
O crescimento dos números é positivo, mas também traz desafios.
Mais cargas significam maior demanda por infraestrutura, transporte, armazenagem, mão de obra especializada e processos eficientes. Para o importador, qualquer falha em uma dessas etapas pode representar custos adicionais e atrasos.
Por isso, acompanhar o cenário do comércio exterior deve fazer parte da estratégia empresarial.
Uma mudança na tarifa de importação, uma alteração de procedimento no Siscomex, uma nova exigência documental ou uma mudança nas condições de frete pode impactar diretamente o custo e o prazo de uma operação.
Em um mercado cada vez mais competitivo, informação também é ferramenta de planejamento.
Sollis Trading: conectando negócios ao comércio internacional
O crescimento de Itajaí reforça algo que faz parte da realidade de quem trabalha diariamente com comércio exterior: grandes operações começam muito antes de chegar ao porto.
Por trás de cada contêiner existe uma cadeia de decisões que precisa ser planejada e acompanhada.
É nesse contexto que a atuação de uma trading pode fazer diferença, oferecendo suporte para que empresas tenham mais segurança na condução de suas operações internacionais.
Com Itajaí mantendo a liderança nacional nas importações e o comércio exterior brasileiro passando por importantes transformações, estar preparado deixou de ser apenas uma vantagem. É parte da estratégia.
O mundo continua conectado. E Itajaí segue sendo uma das principais conexões do Brasil com ele.
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